Economia dá sinais de recuperação

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MARÇO, 2017

Economia

Não é de hoje que o setor varejista está em crise. O fator de queda no emprego e na renda (decorrente da recessão) tem dificultado a situação daqueles que dependem justamente do consumo para o seu sustento. Segundo o IBGE, o varejo gaúcho apresentou queda de 9,7% nas vendas no ano de 2016 com relação ao ano anterior. Comparando o ano passado com o ano de 2013 (anterior à crise), o setor apresenta uma queda acumulada de 21,4%. Não há registros de um período tão desfavorável para o comércio quanto o que vivemos.

Ainda assim, existem sinais de que a economia deve se recuperar esse ano. O mercado acredita que 2017 deve terminar com inflação abaixo do centro da meta (4,17%), um pequeno crescimento do PIB brasileiro (0,48%) e queda da taxa Selic (9,00%), segundo dados do relatório Focus do BCB de 10/03/17. No entanto, o retorno do país para uma situação econômica anterior à crise deve demorar um pouco mais, já que a previsão atual é de que haverá crescimento nos próximos anos, mas sobre uma base de comparação enfraquecida.

Para o caso do varejo, a recuperação do setor depende da melhora do nível de emprego, que possui no Brasil uma característica de ser engessado devido à burocracia do país. Justamente por isso, o desemprego formal não deve sofrer uma queda logo após a recuperação da economia, mas esse efeito deve demorar um pouco mais para ocorrer. E como o comércio depende diretamente desse fator, a recuperação completa do setor pode demorar um pouco mais de tempo.

*VICTOR SANT’ANA É ECONOMISTA DA CDL PORTO ALEGRE E POSSUI GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS E MESTRADO EM ECONOMIA APLICADA PELA UFRGS.

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