Produção industrial no RS atinge maior patamar desde 2014 e beneficia comércio

14

SETEMBRO, 2018

Notícias

Julho teve forte alta na produção das fábricas gaúchas

A indústria do Rio Grande do Sul trouxe ótimas notícias em julho. Na comparação tradicional, feita com junho, aumentou em 4,6% a produção. Na média nacional, houve uma queda de 0,2%.

Mas o destaque maior fica por conta da comparação com julho do ano passado. O Rio Grande do Sul teve, nesta relação, o melhor resultado do país pela pesquisa do IBGE. A produção das fábricas gaúchas foi 13,9% maior. Em segundo lugar, veio o Pará, com avanço de 13,7%. A média nacional foi de crescimento de 4%.

No Rio Grande do Sul, o resultado foi impulsionado, principalmente, pelos seguintes setores:

– Veículos automotores, reboques e carrocerias: automóveis, reboques e semirreboques e carrocerias para ônibus

– Máquinas e equipamentos: máquinas para extração ou preparação de óleo ou gordura animal ou vegetal, tratores agrícolas, máquinas para colheita, terminais comerciais de autoatendimento e aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias

– Produtos alimentícios: carnes e miudezas de aves congeladas, frescas ou refrigeradas, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, arroz, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e óleo de soja em bruto

– Produtos de metal: construções pré-fabricadas de metal, artefatos de alumínio para uso doméstico, facas de mesa, alicates e pias, cubas, lavatórios e banheiras de ferro e aço

– Celulose, papel e produtos de papel: celulose

O resultado conseguiu, inclusive, reverter o acumulado de 12 meses. Passou de uma queda de 0,1% para um crescimento de 1%. Ainda fica abaixo do avanço médio do país (+3,2%), mas é um bom resultado.

Para se ter uma ideia, o patamar de produção da indústria gaúcha atingiu 97,7 pontos em julho. É o mais alto desde novembro de 2014, quando estava em 104,5 pontos. Em maio, mês da greve dos caminhoneiros, estava em 79,6. Esta análise é importante porque percentuais de crescimento, apesar de positivos, podem ser sobre uma base fraca e dar uma ideia de patamar alto de produção, quando não é.

No acumulado de 2018, a produção da indústria gaúcha cresceu 2,6%. Ou seja, estamos com todas as linhas positivas na tabela de julho da pesquisa industrial do IBGE.

A indústria, além de importante por si só, também é motor para outros setores. É forte geradora de emprego e renda, o que turbina, por exemplo, varejo e serviços.

“Foi um resultado considerável e, cada vez mais, existe uma interdependência entre os grandes setores da economia. Logo, o aumento da atividade da indústria é benéfico para o comércio”, ressalta o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank.

Apesar de a economia brasileira ter saído da recessão, a situação complicada se prolonga.  Segundo o Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos da Fundação Getúlio Vargas (Codace/FGV), a crise começou no segundo trimestre de 2014.

*Fonte: Site GZH