Quando o assunto é emprego, trabalhadores com maior escolaridade se adaptam melhor à crise

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SETEMBRO, 2018

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Levantamento da entidade mostra que, entre janeiro e julho de 2018, mais de 5 mil vagas de trabalho foram criadas para pessoas com Ensino Superior Completo

Após três anos registrando extinção de vagas de emprego formal entre janeiro e julho, o Rio Grande do Sul apresentou 23.648 novos postos de trabalho em 2018. Deste número, um total de 5.640 foram para profissionais com Ensino Superior Completo — maior patamar desde 2014. Já para trabalhadores com Ensino Médio Completo foram gerados mais de 9 mil empregos formais. O levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre teve como base os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

A situação, no entanto, é bem diferente para quem tem menor grau de instrução. “É possível analisar, mediante os dados, que os trabalhadores com maior escolaridade foram relativamente menos afetados pela crise em comparação com os menos qualificados”, afirma o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank. Por exemplo, desde 2015 são registrados cortes de vagas com carteira assinada para quem tem até o Ensino Fundamental Completo. Para se ter uma ideia, em 2015, mais de 8 mil empregos foram extintos para trabalhadores com apenas um grau de escolaridade. Já nos primeiros sete meses de 2018, o saldo desse grupo ainda permaneceu negativo: -1.446.

Segundo a CDL POA, os dados de geração de empregos formais reforçam a recuperação econômica, ainda em ritmo bem mais lento do que o esperado, pela qual o estado passa neste ano. O saldo positivo de 2018, no entanto, devolveu apenas parte das perdas dos últimos anos. “Ainda não retomamos em 2018 todos os empregos perdidos no ano de 2016. Nosso desafio, pelo menos nesse momento, envolve acelerar o crescimento para recuperarmos aquilo que também foi perdido em 2015”, explica o economista da Entidade.