Caixa prepara o calendário para novo saque do FGTS que será liberado em junho

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MAIO, 2020

Notícias

Cálculo da CDL Porto Alegre estima que gaúchos terão acesso a R$ 2,5 bilhões.

A Caixa Econômica Federal prepara o cronograma com as regras para o novo saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Procurado pela coluna, o banco informou que ele ainda não está finalizado, até mesmo porque há um esforço das autoridades de evitar a ida de pessoas às agências bancárias durante a pandemia. Ainda quando a liberação foi anunciada, o governo federal informou que o dinheiro será transferido para as contas no dia 31 de maio. Mas os saques mesmo serão liberados a partir de 15 de junho, ou seja, não é hora ainda de buscar esse dinheiro. O valor ficará disponível até 31 de dezembro.

Em tentativa de amenizar a crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus, o governo federal publicou uma medida provisória que extinguiu o Fundo PIS-Pasep e liberou novos saques nas contas do FGTS. O valor autorizado é de até um salário mínimo, ou seja, R$ 1.045. Todos os cidadãos que têm conta no FGTS, seja ativa ou inativa, terão direito ao saque extraordinário.

Ficou determinado na ocasião que as regras são estabelecidas pela Caixa Federal, assim como ocorreu em 2019 com o Saque Imediato e o Saque Aniversário. Lembrando que, apesar de ter sido extinto o PIS-Pasep para usar o fundo, o patrimônio acumulado nas contas individuais fica preservado.  O abono continuará sem mudanças e será pago a partir de julho no valor de até um salário mínimo.

Injeção na economia

O novo saque do FGTS injetará R$ 36,2 bilhões na economia brasileira a partir de junho, garantiu o governo federal. Para os gaúchos, serão pagos R$ 2,464 bilhões. O cálculo é do economista-chefe da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Oscar Frank, e foi enviado para a coluna.

– O recorte tomou por base informações públicas e oficiais, averiguando a participação da renda dos que possuem carteira assinada no Rio Grande do Sul em comparação ao total do Brasil – explica o economista Oscar Frank.

O trabalhador deve ficar atento de que não é um dinheiro novo, mas é um valor que será retirado da conta dele. São os mesmos alertas que a coluna fez nos saques do ano passado. É válida a antecipação nesta época de forte aperto financeiro com a pandemia da covid-19, mas lembre-se que o recurso a ser recebido no futuro terá um saldo menor. Importante lembrar que o FGTS é uma fonte de recursos para dar um fôlego ao trabalhador no caso de demissão, por exemplo.

Fonte: Site GaúzhaZH – Coluna Giane Guerra

 

 

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