CDL Porto Alegre analisa medidas do BNDES que injetarão R$ 55 bilhões na economia

22

MARÇO, 2020

Notícias

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou neste domingo (22), medidas emergenciais para conter os impactos do coronavírus. Juntas, as ações injetam R$ 55 bilhões na economia e durarão todo o período em que a crise se estender.

O economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank detalha as medidas e explica os impactos que poderão trazer para empresas no período que durar a pandemia e na etapa de reestruturação econômica também. Segundo o BNDES, o valor investido é próximo ao total desembolsado pelo banco em todo o ano de 2019 e deve ter influência em cerca de 150 mil empresas, com cerca de dois milhões de trabalhadores, em todo o país.

Veja as três medidas adotadas pelo BNDES e o detalhamento feito pelo economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank:

 

1. Transferência de recursos do PIS/PASEP para o FGTS

Contempla todos os trabalhadores com carteira assinada ou os funcionários públicos e militares que trabalharam entre 1971 e 1988 – todos apresentam PIS e PASEP, respectivamente.

O Governo Federal optou por transferir os recursos do PIS/PASEP para o FGTS, com o intuito de facilitar o saque. Assim, nos próximos dias ou semanas, deverá haver uma facilitação desses saques para amenizar a perda de renda disponível por parte dos trabalhadores. Essa primeira medida totaliza R$ 20 bilhões.

Síntese: facilitação de saques extraordinários por parte da população.

 

2. Refinanciamento das operações diretas e indiretas do BNDES

Todas as empresas que têm alguma operação vigente com o BNDES receberão uma folga de caixa para os próximos seis meses. Essas empresas terão isenção no pagamento de juros e da parcela do principal, ou seja, receberão uma postergação do pagamento das parcelas pelos próximos 180 dias. A ideia é atacar a queda de faturamento, para que as empresas possam lidar melhor com seu fluxo de caixa pelos próximos meses. O valor da medida soma R$ 30 bilhões.

Síntese: dar uma folga de seis meses para empresas que apresentam operações com o banco. Assim, estarão isentas de pagar os juros e a parcela do principal da dívida.

 

3. Ampliação da oferta de crédito para micro, pequenas e médias empresas

Este grupo terá acesso a uma linha de empréstimo com carência de 24 meses e prazo total de até 60 meses. O que significa que somente depois de dois anos começarão a pagar efetivamente esse empréstimo e o prazo total será de cinco anos. Cada cliente consegue ter com esses financiamentos um total de até R$ 70 milhões. A intenção é aumentar os limites disponíveis dentro das linhas especiais para que essas empresas que tendem a sofrer mais do que as grandes, nesse momento complicado, possam lidar melhor com as suas obrigações e consigam cumpri-las ao longo do tempo. Esta medida terá um total de R$ 5 bilhões.

Síntese: operações de empréstimos com carência de 24 meses e prazo total de até 60 meses. Limite máximo por cliente de $ 70 milhões.

 

___________________________________________________

A CDL Porto Alegre reafirma seu compromisso em acolher as necessidades dos varejistas, auxiliando-os a transpor os entraves da disseminação do coronavírus. A Entidade tem a convicção de que a unidade do setor fará grande diferença neste momento tão delicado e de apreensão para todos. Com a atenção e a disponibilidade de cada empresário, para fazer a sua parte, o setor sairá ainda mais forte desta crise.