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FEVEREIRO, 2019

Notícias

Veja os destaques do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank:

 

  • Índice de confiança dos consumidores: janeiro de 2019

O índice de confiança dos consumidores, conforme dados nacionais da FGV, já havia acumulado alta de 11,7 pontos entre outubro e dezembro de 2018. O levantamento de janeiro de 2019 acusou nova elevação, de 3,3 pontos, totalizando 96,6 pontos. Trata-se do maior patamar desde fevereiro de 2014. Quanto maior o otimismo das famílias, maior é a propensão em gastos com bens e serviços, ou seja, maior a movimentação do comércio.

 

  • Carteira de crédito

O saldo da carteira de crédito do Brasil encerrou 2018 somando R$ 3,26 trilhões, crescimento de 1,6% em termos reais (já descontada a inflação medida pelo IPCA) em relação a 2017, segundo o Banco Central. A distância em relação ao pico, alcançado em 2014, é de 14%. Por sua vez, o mesmo indicador para o Rio Grande do Sul cresceu 4,9%, totalizando R$ 224,9 bilhões, de modo que o nível atual é 7,5% inferior ao recorde da série, atingido também em 2014.

As estatísticas do quadro acima evidenciam que as operações voltadas para as pessoas jurídicas, independemente do recorte, ainda estão bem distantes de retomar tudo o que fora perdido nos últimos anos. Por outro lado, o crédito para as pessoas físicas mostrou-se mais resiliente. De uma maneira geral, os indicadores supracitados confirmam a lenta recuperação do mercado crédito, que deve seguir ganhando ímpeto no ano que vem pela: (1) diminuição dos riscos políticos, (2) melhora da renda, com impacto benigno sobre a inadimplência, e (3) perspectivas de aumento da concorrência entre as instituições financeiras e da aprovação do cadastro positivo no Congresso.

 

  • Relatório Focus

A grande novidade do último Relatório FOCUS ficou por conta da revisão da expectativa para a Taxa SELIC em 2019. O consenso de mercado aponta agora para a continuidade dos juros em 6,5% ao ano, ao contrário do que se esperava até a semana passada (aumento de 0,5 ponto percentual até dezembro). O fato novo, que ajuda a explicar essa mudança, envolveu o Federal Reserve (Banco Central do Estados Unidos).