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FEVEREIRO, 2019

Notícias

Veja os destaques do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank:

 

  • Vendas do comércio gaúcho registram desempenho acima da média brasileira em 2018

Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, o volume de vendas do comércio varejista gaúcho no conceito restrito cresceu 5,3% em 2018 frente a 2017, valor superior à média nacional (+2,3%). Entre as razões que justificam esses resultados estão: (1) retomada, ainda que lenta, da massa de salários; (2) expansão do crédito voltado para as pessoas físicas; (3) queda do spread bancário; (4) manutenção do poder de compra dos rendimentos dos trabalhadores por conta da inflação estável; e (5) recuperação do índice de confiança dos consumidores.

A diferença constatada em favor do Rio Grande do Sul no ano passado se deve, em parte, à performance historicamente inferior do estado em relação ao Brasil, o que proporciona um efeito estatístico favorável para a geração de taxas mais altas em função da base deprimida. É importante lembrar que o varejo restrito gaúcho, apesar do encurtamento da distância nos dois últimos anos, ainda está 15,9% abaixo do total nacional. Na abertura por subsetores, apenas uma entre as 10 categorias investigadas sofreu queda na atividade, conforme a tabela abaixo. Dentro do varejo ampliado (+6,7%), o destaque ficou por conta da continuidade da recuperação de “veículos, motos, partes e peças” (+14,3%).

 

  • IBC de 2018 aponta alta no Rio Grande do Sul de +1,7% em relação a 2017

O Índice do Banco Central (IBC) é uma aproximação (proxy) do PIB, cuja utilidade é servir de termômetro da atividade econômica em nível nacional e regional. No último mês do ano passado (-0,2% em comparação com igual período de 2017), o fraco desempenho dos serviços (-4,0%) e da indústria (-2,5%) puxaram o IBC do Rio Grande do Sul para baixo, impedindo um crescimento mais forte no quarto trimestre.

De uma maneira geral, o processo de retomada lento e gradual no pós-crise de 2015-2016 continuou ao longo de 2018 na maioria dos recortes geográficos. No caso do RS, a alta foi de +1,7% em relação a 2017, com destaque para o aumento do volume físico da produção do setor secundário (+5,5%) e das vendas reais do comércio varejista no conceito ampliado (avanço de +6,7%). Por outro lado, os serviços (-0,1%) e a produtividade da safra agrícola (-6,5%) gaúcha atuaram no sentido de deprimir a atividade do nosso estado.

 

  • Indicadores regionais CDL POA / Boa Vista SCPC mostram o balanço financeiro das famílias do RS e de Porto Alegre evoluiu positivamente em 2018 na comparação com 2017

Os dois indicadores desta Nota Econômica são produzidos pela CDL POA / Boa Vista SCPC. O Registro de Inadimplentes é construído a partir do número de novos registros informados pelas empresas credoras de dívidas vencidas e não pagas pelos consumidores. Já o Indicador de Recuperação de Crédito dos Consumidores é elaborado com base na quantidade de registros excluídos do nosso banco de dados em virtude da quitação dos débitos previamente contraídos.

Com o objetivo de compreender qual a evolução do balanço financeiro das famílias, um dos componentes fundamentais para determinar a dinâmica das vendas do comércio varejista, torna-se interessante analisar os dois indicadores conjuntamente. Quanto maior a diferença entre a Recuperação de Crédito e o Registro de Inadimplentes em favor da primeira variável, mais benigna é a situação financeira dos consumidores em relação ao período anterior.

Houve melhora em todos os recortes regionais, incluindo Porto Alegre, Região Sul e Rio Grande do Sul, pelas respectivas ordens de importância. Temos, nesse caso, evidências de que o espaço para o consumo de bens e serviços no futuro tornou-se maior nessas localidades frente a 2017. Por sua vez, a situação no Brasil se manteve praticamente inalterada. A diminuição das taxas de juros e a alta moderada da atividade econômica são duas das causas desse fenômeno.

 

  • Focus: Previsão para o PIB do Brasil em 2019 sofre leve desaceleração: de +2,50% para +2,48%

A expectativa para o PIB do Brasil em 2019 sofreu leve desaceleração: de +2,50% para +2,48%. Alguns indicadores da indústria e do varejo já conhecidos para o mês de janeiro sugerem que a atividade econômica registrou expansão ante dezembro de 2018, após ajuste sazonal da Tendências Consultoria. Todavia, de uma maneira geral, o ritmo ainda segue modesto. Os principais destaques ficaram por conta dos aumentos, nessa base de comparação, da confiança da indústria (+2,7%) e do consumidor (+3,0%), influenciados, sobretudo, pelo canal das expectativas com relação ao futuro. Especificamente no tocante ao comércio, a venda de veículos avançou +2,9%, enquanto o tráfego de veículos leves subiu +1,2%. A expansão do PIB brasileiro projetada para 2020 aumentou de +2,50% para +2,58%. Não acreditamos, ainda, que os analistas consultados pelo Relatório FOCUS estejam revisando nosso potencial de crescimento, ou seja, o patamar que não gera desequilíbrios macroeconômicos.