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Como o envelhecimento da população repercute sobre a estrutura econômica?

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DEZEMBRO, 2018

Notícias

As transformações demográficas em curso no Brasil são muito mais velozes do que em outros casos da experiência internacional. Segundo as estatísticas da OCDE, somos hoje o sétimo país mais jovem entre os 36 que compõem o bloco. Em um intervalo de apenas 50 anos, ocuparemos a sétima colocação entre os que possuem a maior proporção de idosos.

Essa realidade é ainda mais marcante para o Rio Grande do Sul, estado já mais envelhecido do que a média nacional. Alguns dados das “Projeções da População”, do IBGE, mostram como a estrutura econômica terá de se adequar para dar conta das demandas deste grupo, que tende a ganhar cada vez mais espaço nas próximas décadas. Aqui, foi adotada a definição da OMS: são considerados idosos os que têm 60 anos ou mais para as nações emergentes.

Em primeiro lugar, a expectativa de vida no RS é a quarta mais alta no ranking nacional hoje (78,3 anos), devendo chegar a 83,9 em 2060. No Brasil é de 76,2 anos (devendo alcançar 81 em 2060). Ao todo, 17,6% da população gaúcha é composta de idosos no momento: mais do que a média nacional (13,4%). Em 2060, serão 35,8% e 32,2%, respectivamente. Logo, existe a necessidade de provisão adequada de lazer, saúde, previdência, entre outras questões fundamentais para a garantia do bem-estar dessa parcela da população.

Parte desta transformação já começou, e pode ser verificada no mercado de trabalho. A tabela abaixo mostra a lista das profissões, conforme o Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) que registraram o maior incremento entre 2007 e 2017 (último ano disponível) no Rio Grande do Sul. O recorte diz respeito apenas aos ofícios com 500 ou mais vínculos formais registrados em 2007. É possível constatar que os “Cuidadores de Idosos” foram destaque, com variação de +342,0% no período.

A expectativa é de que os setores ligados à area de saúde ganhem cada vez mais relevância para a atividade econômica e a geração de emprego no futuro.

*Conteúdo exclusivo – Oscar Frank, economista-chefe da CDL POA

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