Empatia para a comunicação e a vida – Por Catia Bandeira

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JULHO, 2019

Notícias

Comunicar precisa de empatia. Esse substantivo feminino é definido como a “Faculdade de compreender emocionalmente um objeto” ou a “Capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende”. O filósofo e escritor Roman Krznaric, inclusive, está convicto de que “A empatia é a base da construção da paz e de uma sociedade tolerante”. Até porque, se conseguíssemos ouvir o outro, nos colocarmos no lugar dele, tentando não julgá-lo, não seriam tantas as crises em que nos vemos envolvidos.  Fundador da respeitada School of Life e autor do livro “Carpe Diem – Resgatando a Arte de Aproveitar a Vida”, ele recomenda que, quando se enfrenta uma discussão ou uma situação tensa, existe uma atitude singela com potencial de mudar para melhor o rumo do cenário. Trata-se de prestar atenção nos sentimentos do interlocutor, o que, complementa o australiano de 47 anos radicado em Londres, não significa concordar com o outro. Outras correntes têm chamado a atitude de atenção plena. E estar totalmente conectado com o que se está fazendo, seja uma reunião com cliente ou um jantar em família, sem checar o telefone de uma forma obsessiva, funciona também como uma libertação. É uma alforria da ansiedade de dar cabo do que ainda precisa ser feito.

Fácil, claro, não é. Se fosse, o próprio Roman Krznaric não teria fundado a School of Life, ao lado do filósofo Alain de Botton, a qual se dedica ao desenvolvimento da inteligência emocional a partir da psicologia, da filosofia e da cultura. Na medida em que conseguirmos encarar as nossas próprias crises de uma forma menos aguda, naturalmente estaremos mais pacificados, fortes e sensíveis para fazer frente às crises corporativas, propensas a acontecerem pelo fato de as marcas estarem arriscando mais para serem experimentadas.

Enfim, com mais empatia, a comunicação, seja em casa ou no trabalho, vai fluir mais, e a qualidade de vida ficará melhor. É uma das dimensões da felicidade.

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Catia Bandeira
Jornalista, Especialista em Gestão e Novas Mídias 
Diretora da CDN Sul

 

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