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Famílias brasileiras comprometem mais do seu orçamento com juros e amortizações de dívidas

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FEVEREIRO, 2019

Notícias

O mercado de crédito é fundamental para o bom funcionamento de uma economia de mercado. Apesar dos avanços substanciais verificados nos últimos 15 anos, ainda existe grande espaço para seu aprimoramento, visando ganhos mútuos para os agentes que ofertam e os que demandam recursos. Entre as razões que impedem o crescimento sustentado das operações está o elevado custo para as famílias brasileiras da tomada de dívidas, algo que acaba por comprometer parcela considerável de seus respectivos orçamentos.

Por exemplo, o indicador que mede o empenho da renda mensal das famílias com o serviço da dívida – soma da amortização, destinada à redução sistemática do saldo devedor, mais os juros – no Brasil é significativamente maior do que em outras nações desenvolvidas. Enquanto a média de 17 países selecionados (Austrália, Bélgica, Canadá, Alemanha, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Reino Unido, Itália, Japão, Coreia, Holanda, Noruega, Portugal, Suécia e Estados Unidos) alcançou 9,8% no segundo trimestre do ano passado, considerando os dados mais recentes, o total para o Brasil, em igual base de comparação, totalizou 20,2%, conforme o gráfico abaixo.

Um dos motivos que explica tamanha discrepância diz respeito ao peso das dívidas de curto prazo no Brasil, como o crédito pessoal e o cheque especial. Além da necessidade de promover a educação financeira junto a diferentes nichos da sociedade, deve-se aumentar a eficiência dos empréstimos que façam uso de garantias, tornando-os menos burocráticos/custosos. A aprovação do Cadastro Positivo no Congresso Nacional, que facilitará a distinção entre os bons e os maus pagadores, bem como o estímulo à concorrência entre as instituições financeiras via fintechs também devem contribuir para reduzir os juros.

*Conteúdo exclusivo – Oscar Frank, economista-chefe da CDL POA

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