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08

JULHO, 2019

Notícias

Veja os destaques do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank:

 

  • Relatório FOCUS: expectativas para o PIB em 2019 caem pela décima nona semana consecutiva

As expectativas de mercado para o PIB nacional em 2019 caíram pela décima nona semana consecutiva. Agora, os analistas esperam alta de apenas +0,82%, inferior ao consenso do dia 28/06 (+0,85%). Apesar da leve aceleração projetada para a atividade econômica dos Serviços em comparação com o levantamento anterior (de +1,30% para +1,32%), a Indústria teve seu crescimento cortado de +0,58% para +0,54%.

Entre os fenômenos capazes de interferir no PIB de 2019 estão: (i) a resposta, mesmo que limitada, das decisões de consumo e de investimentos em função da aprovação da Reforma da Previdência; e (ii) a prometida injeção de caixa nas famílias, via liberação do PIS e do FGTS, após a conclusão da tramitação das novas regras da Previdência no Congresso Nacional.

O grau da desaceleração da atividade econômica mundial representa um dos principais desafios para a elaboração de cenários para o futuro. Acreditamos que a queda esperada da taxa de juros em vários países, aliada ao arrefecimento da guerra comercial entre Estados Unidos e China depois do encontro do G-20, diminuíram a probabilidade de uma parada abrupta (sudden stop).

Para 2020, a mediana das previsões continuou em +2,20%. Cremos que o panorama de (i) inflação sob controle e juros baixos para padrões brasileiros, (ii) inadimplência das famílias e das empresas em patamares bem-comportados e (iii) o efeito defasado da aprovação das reformas nos anos recentes deverão acarretar em uma aceleração do PIB ante 2019.

Vale lembrar que o balanço de riscos da inflação pode ganhar características mais benignas caso a taxa de câmbio se valorize, como resultado do aumento da liquidez internacional e da Reforma da Previdência. Por outro lado, a peste suína africana, as incertezas relacionadas à safra americana de milho e de soja e o preço do barril de petróleo no mercado internacional devem ser monitorados.

Sobre os juros básicos da economia, o mercado espera cortes da 0,25 ponto percentual nas próximas quatro reuniões do COPOM, ou seja, a Taxa SELIC deverá sair de 6,5% ao ano para 5,5% ao ano no encerramento de 2019. Convém destacar que a materialização dessa trajetória depende da aprovação da Reforma da Previdência.

 

  • Indicadores próprios Boa Vista SCPC / CDL POA – Registro de Inadimplentes e Recuperação de Crédito – em maio

O Registro de Inadimplentes é construído a partir do número de novos registros informados pelas empresas credoras de dívidas vencidas e não pagas pelos consumidores. Aqui, portanto, cada inserção junto ao cadastro de que dispomos, independente do seu valor, possui a mesma relevância para o cômputo desse índice. Já o Indicador de Recuperação de Crédito dos Consumidores é elaborado com base na quantidade de registros excluídos do nosso banco de dados em virtude da quitação dos débitos previamente contraídos. Da mesma forma que o indicador de Registros de Inadimplentes, apenas o volume suprimido de inscrições importa, e não o respectivo montante envolvido na operação.

Quanto maior a diferença entre a Recuperação de Crédito e o Registro de Inadimplentes em favor da primeira variável, mais benigna é a situação financeira dos consumidores. Quando isso é verdade, o movimento relativo de saída dos cadastros negativos da CDL-POA / Boa Vista SCPC superou o de entrada, ou seja, há mais pessoas físicas aptas a tomar novas operações de crédito para a aquisição de bens e serviços. em relação ao período anterior.

Período mai19/mai18: os Registros de Inadimplentes tiveram redução em todas as regiões investigadas no mês de maio, com destaque para o Rio Grande do Sul (-8,4%) e Porto Alegre (-8,5%). Já a Recuperação de Crédito fechou o período praticamente estável no Brasil, Região Sul e Rio Grande do Sul, mas sofreu forte alta em Porto Alegre (+24,8%). As evidências, portanto, sugerem que a melhora mais significativa do balanço financeiro das famílias ocorreu na capital gaúcha nesse ínterim.

Acumulado janeiro a maio de 2019: no acumulado do ano entre janeiro e maio ante igual período do ano passado, houve diminuição do Registro de Inadimplentes para todas as regiões averiguadas, com percentuais mais relevantes, novamente, no Rio Grande do Sul (-11,8%) e Porto Alegre (-15,4%). Já a Recuperação de Crédito também teve recuo nos recortes geográficos analisados. Consideradas em conjunto, as variações dos indicadores foram semelhantes para o Brasil, Região Sul e Porto Alegre. No caso do Rio Grande do Sul, apesar da pequena saída de registros nas bases da Boa Vista SCPC nessa base de comparação (-1,7%), a entrada sofreu retração de -11,8%. Ou seja, essa dinâmica de saída dos cadastros negativados no RS exibiu uma queda menos intensa ante a entrada de novos registros. Logo, o balanço financeiro das famílias apresentou melhora relativamente mais acentuada no interior do estado do RS em comparação com as demais localidades.