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MAIO, 2019

Notícias

Veja os destaques do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank:

 

  • Expectativas para o PIB de 2019 caem pela décima primeira semana consecutiva

As expectativas para o PIB do Brasil em 2019 foram cortadas pela décima primeira semana consecutiva, de acordo com o Relatório FOCUS. Agora, os analistas esperam alta de +1,45%. Trata-se do valor mais baixo de toda a série histórica, iniciada no dia 04 de janeiro de 2016.  Além das perspectivas da OCDE e do FMI, que agora creem que o mundo cresça menos em 2019, a reversão de parte dos ganhos pós-eleições da confiança dos consumidores entre março e abril, a desaceleração na geração de postos de trabalho formais e do volume de vendas do comércio, bem como os resultados negativos da produção industrial no primeiro trimestre ante os três primeiros meses de 2018, são algumas das razões que têm dado suporte às revisões para baixo nos números para o PIB de 2019.

Em comunicado que manteve a Taxa SELIC em 6,5% ao ano, o COPOM destacou a existência de elementos do atual cenário que podem gerar riscos de baixa ou de alta para a inflação. Ambos, na visão do Comitê, encontram-se simétricos, ainda que os do primeiro grupo tenham ganhado mais força desde a penúltima reunião.

Nos últimos dias, o Real vem se desvalorizando em comparação com o Dólar, em função dos novos atritos envolvendo o comércio entre Estados Unidos e China. Essa depreciação da taxa de câmbio pode introduzir alguma pressão de alta sobre os preços, mas seus efeitos acabam sendo parcialmente mitigados pela ampla capacidade ociosa existente na nossa economia.

 

  • COPOM mantém a Taxa SELIC em 6,5% ao ano

Observação: relatório foi construído antes da decisão do COPOM.

O balanço de riscos da inflação sofreu algumas mudanças desde a última reunião do COPOM, realizada nos dias 19 e 20 de março. Por um lado, o IPCA veio bem acima das expectativas para o terceiro mês do ano, pressionado pelo grupo de alimentos e de transportes, mais especificamente os combustíveis. Além disso, a leitura do IPCA-15 de abril confirma que os choques negativos sobre os preços ainda não se dissiparam.

Por outro lado, os indicadores sobre o nível de atividade trazem evidências de que a velocidade da retomada em 2019 deve ser ainda mais gradual do que a imaginada há 45 dias.

Já o cenário internacional persiste trazendo desafios, a partir das incertezas relacionadas à guerra comercial entre Estados Unidos e China, do processo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) e do recrudescimento dos desequilíbrios macroeconômicos da Argentina.

Por fim, o mercado de câmbio reage à tramitação mais lenta do que a esperada da reforma da Previdência no Congresso Nacional e à valorização do Dólar em relação às demais moedas, em consequência, entre outras razões, da força demonstrada pelos indicadores de atividade americanos.

Diante de tamanha complexidade, acreditamos que o Banco Central optará pela parcimônia, mantendo a Taxa SELIC em 6,5% ao ano no encontro de hoje, previsão que está em linha com a do mercado. Vale lembrar que a aceleração do IPCA, aliada à permanência dos juros básicos no atual patamar, incentiva a expansão da renda, uma vez que reduz a taxa real de juros. Essa é a variável levada em consideração nas decisões de consumo e de investimentos.