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JUNHO, 2019

Notícias

Veja os destaques do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank:

 

  • Relatório FOCUS: expectativas para o PIB em 2019 caem pela décima sétima semana consecutiva

As expectativas para o PIB nacional em 2019 caíram pela décima sétima semana consecutiva. Agora, os analistas esperam alta de apenas +0,87%, inferior ao consenso de mercado do dia 14/06 (+0,93%). Para a viabilização desse cenário, a economia brasileira deverá avançar, em média, 0,46% por trimestre em comparação com o período imediatamente anterior, após o ajustamento sazonal. A última vez em que isso ocorreu foi em 2017, ano marcado pela supersafra de grãos e pela liberação dos saques das contas inativas do FGTS. Já a penúltima oportunidade em que o PIB superou a média de 0,46% por trimestre foi em 2013.

A projeção de crescimento do Brasil para 2019 representa praticamente a mesma variação esperada para a população, segundo o IBGE. Consequentemente, a renda per capita, medida mais adequada para averiguar o bem-estar da população, deve se manter estagnada no presente ano. Caso os números venham a se confirmar, ainda estaríamos 8,0% abaixo do pico da série histórica, atingido em 2013: é como se cada cidadão tivesse empobrecido R$ 2.855 nesse período (de R$ 35.612 para R$ 32.757). Temos, portanto, a consolidação de uma década perdida.

As novas perspectivas para o IPCA apontam que o índice oficial de inflação encerrará 2019 em +3,82%, e não +3,84%. Trata-se de um patamar um pouco acima daquele projetado pela Assessoria Econômica da CDL-POA, de +3,65%, conforme atualização enviada recentemente para o Relatório FOCUS. Cremos que a letargia da retomada econômica deverá resultar em novas surpresas positivas no tocante ao comportamento dos preços nos próximos meses.

Por sua vez, a Taxa SELIC cairá para 5,75% ao ano até o fim de 2019, ou seja, sem alterações ante a segunda-feira anterior. Vale lembrar que esse cenário está condicionado à aprovação da Reforma da Previdência nas próximas semanas. Dado o panorama atual, acreditamos que a trajetória se dará da seguinte forma: manutenção dos juros básicos em 6,50% ao ano no próximo encontro do COPOM, no fim de julho, e cortes de 0,25 ponto percentual nas três reuniões subsequentes.

  • COPOM mantém a Taxa SELIC em 6,5% ao ano (Relatório construído antes da publicação da decisão oficial)

A conjuntura econômica e os cenários prospectivos para o Brasil e o mundo são periodicamente avaliados com o intuito de determinar a taxa básica de juros (SELIC). O balanço de riscos da inflação tornou-se ainda mais benigno desde a última reunião do COPOM, realizada nos dias 07 e 08 de maio. Por um lado, o IPCA de maio foi o mais baixo para o mês desde 2006, surpreendendo as previsões dos analistas. Por outro lado, as expectativas para o índice oficial de preços do País em 2019 desaceleraram, ficando mais distantes do centro da meta de 4,25%.

Já os indicadores de atividade econômica seguiram demonstrando fraqueza. Cada vez mais, portanto, a ociosidade tende a se manter elevada, diminuindo as pressões de demanda sobre os preços.

As incertezas envolvendo o cenário internacional persistem, em função da possibilidade de escalada de diversos conflitos comerciais envolvendo os Estados Unidos e alguns de seus principais parceiros, além das dúvidas referentes ao Brexit e da desaceleração econômica em escala global. Por sua vez, as perspectivas de aumento da liquidez no mundo para dar suporte à atividade acarretam na diminuição das taxas de juros internacionais, favorecendo a adoção de uma política mais expansionista aqui no Brasil.

Mesmo com a maioria dos elementos do cenário apontando para uma redução da Taxa SELIC, acreditamos que o Banco Central optará pela parcimônia, mantendo a Taxa SELIC em 6,5% ao ano no encontro de hoje. Cremos também que o elemento que irá deflagrar uma nova rodada de cortes dos juros básicos da economia é a aprovação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional.