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MAIO, 2019

Notícias

Veja os destaques do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank:

 

  • Expectativas para o PIB do Brasil em 2019 são cortadas pela décima terceira semana consecutiva

As expectativas para o PIB do Brasil em 2019 foram cortadas pela décima terceira semana consecutiva. Agora, os analistas esperam alta de +1,23%, levemente abaixo do consenso de mercado do dia 17/05 (+1,24%). Essa atualização renova o menor valor de toda a série histórica, iniciada no dia 04 de janeiro de 2016. Caso venha a se confirmar, o Brasil ainda estaria 3,4% abaixo do nível de atividade registrado em seu pico pré-crise, no ano de 2014. Quando se considera a medida de PIB per capita, mais adequada para avaliar o bem-estar da população, a distância é ainda maior: partindo do pressuposto de que a população brasileira cresça 0,8% em 2019, ainda estaríamos 7,7% inferiores ante 2013.

Outros importantes indicadores do Relatório FOCUS permaneceram inalterados em comparação com a semana passada. A tendência é de que os preços continuem bem-comportados nos próximos meses, sobretudo por conta da existência de grande capacidade ociosa na economia, pelo lento avanço esperado da atividade econômica em 2019 e pela aprovação de reformas estruturais, como a da Previdência, que diminuem os prêmios de risco associados aos ativos brasileiros.

Para os próximos dias, além das incertezas relacionadas à guerra comercial entre Estados Unidos e China, pesarão sobre o mercado de câmbio o impacto das manifestações de rua em favor do Presidente Jair Bolsonaro no dia de ontem envolvendo as negociações das reformas, bem como os próximos passos do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) após a renúncia da primeira-ministra Britânica, Theresa May.

 

  • Custo da cesta básica em POA é o terceiro mais alto entre as capitais no mês de abril

Visão geral: de acordo com o DIEESE, o custo da cesta básica em Porto Alegre em abril atingiu R$ 499,38: é o terceiro maior valor entre as 18 capitais investigadas. A capital gaúcha ficou somente atrás de São Paulo (R$ 522,05) e do Rio de Janeiro (R$ 515,58) no ranking nacional. A evolução recente dos preços da cesta básica para o consumidor tem exercido influência negativa considerável sobre o poder de compra das famílias. Em abril, por exemplo, as variações em todas as localidades superaram os dois dígitos ante igual mês de 2018. Da mesma forma, no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, as altas são expressivas. A causa desse fenômeno está atrelada às condições climáticas adversas, que acabaram por deprimir a oferta de alguns itens. Embora Porto Alegre tenha apresentado o menor crescimento entre as cidades pesquisadas (+7,1%) entre janeiro e abril de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, essa é a taxa mais expressiva nessa base de comparação desde 2016 (+15,7%) para a capital gaúcha.

 

  • Análise do desempenho arrecadatório de ICMS do comércio gaúcho em mar/19

Visão geral: o recolhimento de ICMS por parte do comércio gaúcho registrou bom desempenho em março em termos reais (+5,8%), ou seja, avanço superior a inflação, comparativamente ao mesmo período de 2018. Houve contribuição positiva tanto do atacado (+6,2%) quanto do varejo (+5,0%). Esse resultado está na contramão da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que acusou recuo de -3,2% na atividade econômica do varejo restrito, e de -2,3% no varejo ampliado em igual base de comparação no Rio Grande do Sul. Chama a atenção o fato de que o descolamento em nível nacional entre o volume de vendas (-4,5% e -3,4%, respectivamente) e o montante arrecadado através do varejo (-0,7%) foi menos intenso.

Nesse sentido, é importante lembrar que, no dia primeiro de março do presente ano, entrou em vigor o decreto estadual que demanda complementação (valor recolhido a menor) ou restituição (pagamento a maior) do ICMS Substituição Tributária (ST) das mercadorias sujeitas a esse regime. Como só há uma única observação disponível para a análise desse novo arcabouço legal, não é possível, pelo menos por enquanto, estabelecer qualquer relação de causa-efeito.

Já no acumulado do primeiro trimestre, o montante pago pelo comércio de ICMS caiu -3,6%, com influências negativas advindas tanto do atacado (-2,8%) quanto do varejo (-5,1%). Temos, portanto, evidências de que o nível de atividade do setor permaneceu arrefecido entre janeiro e março. Nessa base de comparação, os demais setores da economia performaram um pouco melhor, uma vez que o total do RS registrou diminuição de -1,5%.