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Intenção de consumo das famílias teve alta recorde em janeiro

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JANEIRO, 2019

Notícias

A Pesquisa “Intenção de Consumo das Famílias”, conduzida periodicamente pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em todo o território brasileiro, teve alta recorde na passagem de dezembro de 2018 para janeiro de 2019. Desde que o levantamento passou a ser feito, em janeiro de 2010, o indicador, conhecido por ICF, jamais havia registrado aumento de 4,7 pontos na passagem de um mês para outro. Como resultado, o índice subiu de 91,2 pontos para 95,9 pontos.

No entanto, a percepção das famílias com relação à própria situação ainda é de insatisfação, uma vez que o índice ainda está abaixo dos 100 pontos. Valores acima desse patamar, até o máximo de 200 pontos, denotam satisfação.

Já são três altas consecutivas, totalizando 9,2 pontos a mais para o ICF. Essa dinâmica, que coincide com o período pós eleições, provavelmente está atrelada ao vislumbramento de perspectivas mais animadoras para a economia após a troca dos cargos ocupados nos poderes Executivo e Legislativo.

A separação por itens mostra avanço dos 7 subgrupos entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019: Emprego Atual (+3,5 pontos), Perspectiva Profissional (+5,3 pontos), Renda Atual (+4,0 pontos), Acesso ao Crédito (+4,0 pontos), Nível de Consumo Atual (+3,1 pontos), Perspectiva de Consumo (+5,4 pontos) e Consumo de Bens Duráveis (+7,1 pontos).

Ao longo de 2018, observou-se uma tendência de alta, ainda que não-linear, do ICF. O movimento esteve alicerçado na melhora da saúde financeira das famílias em 2018 (queda da inadimplência e do endividamento), manutenção de juros baixos e recuperação, ainda que lenta, do mercado de crédito. Para 2019, espera-se que o indicador siga em ascenção, respondendo à aceleração projetada para a taxa de crescimento econômico do Brasil em 2019 (+2,57%), contra +1,28% esperado para 2018, de acordo com os números mais recentes do Relatório FOCUS, do Banco Central. A materialização desse cenário, todavia, depende do sucesso dos novos governos em aprovar reformas estruturais, com foco prioritário sobre o controle de gastos visando o ajuste fiscal.

*Conteúdo exclusivo – Oscar Frank, economista-chefe da CDL POA

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