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Liberação de saque do FGTS deve injetar R$ 2,66 bilhões na economia gaúcha

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AGOSTO, 2019

Notícias

Estudo técnico assinado pelo economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, prevê impacto positivo no varejo do Rio Grande do Sul

Anunciada pelo governo federal, a liberação dos saques das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Fundo PIS-Pasep deve injetar R$ 2,66 bilhões na economia do Rio Grande do Sul até 2020, sendo R$ 1,86 bilhões ainda em 2019 e R$ 800 milhões em 2020. A projeção é do estudo técnico divulgado pelo economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank.

O cálculo leva em consideração a estimativa de que R$ 42 bilhões sejam liberados em todo o território nacional: R$ 40 bilhões via FGTS e o restante via PIS-Pasep. A partir desse número, divulgado pelo Ministério da Economia, Frank calculou a massa de salários dos trabalhadores com carteira assinada no Rio Grande do Sul em 2018 – R$ 22,51 bilhões, o equivalente a 6,65% do total do País – e aplicou, então, ao montante esperado de saques do FGTS no total do Brasil (R$ 40 bi). “O cidadão tem, basicamente, três alternativas disponíveis para a alocação dos recursos extras: quitação de dívidas, poupança e consumo. A primeira delas deve ter prioridade por parte das famílias, pois apresenta o melhor retorno”, explica o economista-chefe da CDL Porto Alegre.

A injeção de R$ 2,66 bilhões na economia gaúcha, conforme o estudo, tende a refletir positivamente no setor varejista. “Uma parte do estímulo se dá no curto prazo, enquanto a outra é mais diluída ao longo do tempo. Ou seja, na medida em que os consumidores diminuem o peso das dívidas sobre seus orçamentos, abre-se um novo espaço para a aquisição de novos bens e/ou tomada de crédito no futuro por parte do consumidor”, ressalta Frank. Para acelerar a taxa de crescimento do PIB do Brasil e do Rio Grande do Sul, outras medidas e reformas são necessárias. “A liberação parcial do FGTS e do PIS/PASEP é um fôlego de curto prazo para a economia brasileira, mas não muda, do ponto de vista estrutural, o processo de recuperação letárgica da renda no curto prazo”, analisa o economista-chefe da CDL Porto Alegre.