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Como a conciliação de cartão pode ajudar a sua empresa a crescer?

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JUNHO, 2019

Notícias

Quase nenhum negócio pode dar-se ao luxo de escolher apenas uma forma de pagamento. Na realidade, as empresas que competem no mercado devem oferecer diversas alternativas aos seus clientes. O uso dos cartões de crédito e débito é uma realidade praticada há décadas no Brasil e, por isso, merece uma metodologia específica para sua gestão financeira. Mesmo que todo o sistema de pagamento das operadoras de cartão seja submetido ao Banco Central, podem ocorrer situações problemáticas. Por exemplo: quando a venda foi processada na maquininha e no sistema da empresa, mas, não consta como realizada na operadora. Ou, ainda, quando o pagamento não é depositado na conta da empresa no tempo esperado.

Para controlar prazos e custos cobrados pelos participantes desta complexa cadeia de pagamentos, existe a conciliação de cartões, considerada por especialistas como parte fundamental da gestão financeira de um negócio do varejo. A conciliação de cartões baseia-se em conferir os dados disponibilizados pelas operadoras e em verificar se não há contradição entre os valores pagos, prazos estabelecidos e descontos cobrados. Assim, empresa pode detectar desde inconsistências contábeis e defeitos operacionais até fraudes. Caso forem encontradas discordâncias, a empresa deve entrar em contato com a operadora para pedir a correção dos valores. É muito importante que haja uma checagem diária em negócios que apresentam grandes volumes de vendas, deste modo, o trabalho não acumula.  Uma das vantagens da conciliação, no entanto, é que se passa a ter uma visão completa de todos os valores e taxas cobradas pelas adquirentes, além de conhecer exatamente o quanto se tem para receber e os prazos para depósito.

A conciliação de cartões pode ser dividida em três etapas essenciais, que tratam da venda, do recebimento e do crédito bancário. Confira abaixo cada uma delas:

1.Conciliação de vendas

Trata-se da conferência entre as vendas registradas no estabelecimento e os dados computados na operadora de cartões. Podem existir casos em que as vendas são registradas no sistema, mas, de algum modo, não são transmitidas para a operadora por algum problema. Assim, o lojista poderá entregar o produto e não receber por ele. Por isso, é recomendado guardar os comprovantes de vendas emitidos pela maquineta e utilizá-los como comprovantes das vendas realizadas, evitando assim grandes prejuízos.

2.Conciliação de recebimento

Nesta etapa da conciliação, a empresa irá conferir os recebimentos e compará-los com as informações das vendas. Algumas disparidades podem ser identificadas no processo, como, por exemplo, taxas não previstas em contrato. Em uma conciliação correta de pagamentos, sabe-se que as vendas realizadas há 30 dias no crédito devem ser depositadas em um dia específico do mês. E o valor total das vendas no débito estará na conta no dia seguinte.

3.Conciliação bancária

Se as conciliações de venda e de recebimento forem realizadas corretamente, a bancária poderá ser a mais tranquila. Nesta etapa, o gestor irá verificas as entradas e saídas da conta bancária da empresa, comparando com contas pagas e valores a serem recebidos. Na conciliação bancária, pode-se conferir os valores pagos com boletos bancários, DDA ou transferências. Estas são informações importantes quando se trata de e-commerce por exemplo. O controle das entradas e saídas das contas da empresa evita o pagamento de juros e multas por atrasos e possibilita a correção de possíveis divergências de valores provenientes de possíveis erros internos, externos ou, até mesmo, má-fé.

Assim, observa-se que a gestão da conciliação de cartões poderá ajudar a empresa a crescer e a expandir suas fronteiras, pois reduz riscos financeiros, possibilita uma rápida reação contra fraudes, promove um maior controle dos recebíveis, das taxas e dos custos, além de monitorar as compras parceladas. Tudo isso por meio de informações centralizadas.