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Transformação foi a palavra de ordem na NRF, em Nova Iorque

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JANEIRO, 2019

Notícias

Profissionais de comunicação estiveram na feira de varejo e contaram ao Coletiva.net suas impressões sobre o evento

A NRF é considerada a maior feira de varejo do mundo e a edição de 2019 ocorreu entre 13 e 15 de janeiro, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Milhares de pessoas estiveram presentes no evento, entre elas profissionais do ramo da Comunicação. Dos gaúchos que conferiram a programação, dois conversaram com a equipe de Coletiva.net e contaram suas impressões sobre o que viram por lá. O gestor de Marketing da CDL Porto Alegre, Rafael Guerra, e a diretora de Planejamento da W3haus, Fernanda Kraemer, falaram a respeito da feira em si e sobre o que isso influencia não somente no varejo, mas em toda a jornada do consumidor e, consequentemente, na comunicação. Dentre as várias percepções, uma foi destacada pela dupla: transformação.

Rafael relatou que a experiência na NRF foi “fantástica”, pois, além dos três dias de evento, ele e a equipe da CDL visitaram 16 operações que se destacam no varejo de Nova Iorque. “É muito mais do que para o varejo. É sobre pessoas e tecnologia. Mudança de comportamento, jornada do consumidor e dados foram assuntos presentes na maioria dos painéis”, comentou o gestor. Ele acrescentou que a comunicação com o consumidor permeia tudo que está sendo planejado e executado no que tange às operações varejistas. “Ampliar o diálogo com o cliente, posicionar-se como parceiro de compra e, principalmente, conhecer o que, como e quando o público deseja adquirir algo, é o grande desafio das marcas do setor”, afirma.

Ainda, ele elencou alguns pontos que considera importantes e que visualizou por lá. Um deles é o termo ‘Bopis’ (Buy online and pickup in store – Compre na internet e busque na loja (em tradução livre)), que está afirmado como realidade e tendência, inclusive, na comunicação para o cliente. Melhorar a experiência do consumidor também foi muito abordado na feira, de acordo com Rafael, independentemente do canal de venda. “Cada vez mais, o entretenimento está presente no varejo, gerando e ampliando essa experiência”, pontuou e acrescentou: “No momento em que as pessoas buscam mais experiências, sensações e vivências, o ‘ter’ e ‘adquirir’ algum produto acaba, em alguns momentos, ficando em segundo plano”, dando espaço para ações que visem à sustentabilidade, como revenda, reciclagem e reaproveitamento.

Por seu turno, Fernanda falou que, de forma geral, a feira se voltou fortemente para práticas que consolidem a diversidade e a inclusão, temas que passam pela comunicação. “Líderes de empresas como a Ikea, por exemplo, reforçaram a importâncias de as marcas disseminarem seu comprometimento tanto com a representatividade quanto com questões políticas, abraçando causas, no que fazem e no que comunicam”, mencionou, ao dizer que a necessidade de as organizações se posicionarem socialmente, entendendo o papel que têm na construção da sociedade esteve, praticamente, em todas as discussões.

A publicitária citou dois pontos que, em sua opinião, foram destaque. O primeiro é integração entre on e off, que foi uma discussão onipresente, de que a transformação das empresas precisa se dar em dois sentidos: mais do que negócios tradicionais pensarem em como vão atuar nos meios digitais, os negócios nativamente digitais também estão preocupados com como vão atuar para além do online. O segundo ponto foi a autenticidade. “Sustentar o posicionamento da marca precisa estar acima de tudo, mesmo que isso signifique não entrar em modismos tecnológicos, abrindo mão do que é ‘quente’ no momento”, sentenciou.

*Fonte: Coletiva.net

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